Agosto/2022: Psicologia

 

Prevenção ao Suicídio

Campanha Setembro Amarelo
Notas do Curso de Prevenção ao Suicídio da ABP

 

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No mês de Setembro/2022, todos estão convidados a fazer parte da Campanha Setembro Amarelo de Prevenção ao Suicídio.

 

Em 20 de Agosto de 2022, participamos do Curso de Preparação para Campanha do Setembro Amarelo, promovido pela ABP Associação Brasileira de Psiquiatria. Este informe compartilha parte da informação apresentada no curso, para estimular o engajamento na Campanha Setembro Amarelo de Prevenção ao Suicídio.

 

O suicídio é uma emergência da saúde. É urgente diminuir o preconceito e o estigma que envolve o tema. Além de apresentar informação relevante, nosso objetivo é estimular a empatia e compaixão de quem pode estar vivenciando uma situação de suicídio.

Quem pensa em suicídio está doente e precisa de acolhimento e de um serviço de saúde multidisciplinar.

 

Muitas das pessoas que pensam em suicídio não sabem que estão doentes. Precisam de alguém que os acolha, de alguém que não os julgue, de alguém que possa ajudá-los ... “e esse alguém pode ser você!".

 

Além de fatores protetores e fatores de risco, apontamos também os estigmas que envolvem o suicídio. Estigmas que discriminam e excluem a pessoa que pensa em suicídio. Os sobreviventes – pessoas enlutadas pela perda de amigos e parentes para o suicídio – também sofrem com estes estigmas.

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A História do Setembro Amarelo

 

A campanha teve origem nos Estados Unidos, em 1994, quando o jovem Mike Emme, de apenas 17 anos, cometeu suicídio.

 

Ele era um jovem bem habilidoso e ficou conhecido na vizinhança por ter restaurado um antigo Mustang 68, pintando-o de amarelo.

 

No dia do velório, entregaram cartões com fitas amarelas com a seguinte mensagem: “Se você precisar, peça ajuda.

 

“Suicídio é um ato deliberado, executado pelo próprio indivíduo, cuja intenção seja a morte, de forma consciente e intencional, mesmo que ambivalente, usando um meio que ele acredita ser letal.”

 

 

Suicídio é uma complicação da saúde mental. A pessoa precisa de ajuda por intermédio de tratamento multidisciplinar. O que interessa é a intenção do paciente. Na verdade ele não quer morrer, está doente. O suicídio ocorre no momento de impulsividade. Pacientes com risco de suicídio devem estar sempre com acompanhantes.

 

Estima-se que 96,8% dos casos de suicídio são resultado de doenças mentais não tratadas, não diagnosticadas ou tratadas de forma incorreta. Praticamente todos os casos de suicídio poderiam ter sido evitados se essas pessoas procurassem e tivessem acesso a um serviço de saúde adequado.

Pensar em suicídio é normal.
Suicidar-se, NÃO!

O suicídio só existe no homo sapiens, que tem capacidade intelectual para prever ou imaginar o futuro.

Está associado ao medo dos possíveis perigos e danos futuros.

Provavelmente existe desde que o homem existe.

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Suicídio deve ser tratado como emergência.

 

As causas do suicídio são múltiplas e diversas. Deve ser tratado por uma equipe multidisciplinar.

 

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As estatísticas de Emergências Psiquiátricas apontam que 15 a 20% das ocorrências estão associadas a comportamento suicida.

 

 

A Prevenção ao Suicídio


É o conjunto de ações ou da preparação das ações antecipadas que ajuda a evitar que suicídios ocorram.

Prevenir é agir antes que um possível mal ocorra. 

 

Fatores Protetores do Suicídio

 

  Autoestima elevada

  Bom suporte familiar
Laços sociais bem estabelecidos

  Religiosidade e razão para viver

  Ausência de doença mental

  Ter remuneração mínima para o sustento

  Ter crianças em casa

  Senso de responsabilidade com a família

  Gravidez desejada e planejada

  Adaptabilidade 

Fatores de Risco de Suicídio

 

  Tentativa prévia e doença mental

  Uso de álcool e outras drogas

  Desesperança e impulsividade

  Crise Financeira

  Possuir acesso a meios letais

  Isolamento social

  Divórcio conflituoso
Família disfuncional

  Falta de religiosidade

Sobre o Estigma

Social e Psicologicamente importante

 

Para cada suicídio cerca de 18 pessoas são afetadas, cerca de 6 pessoas são profundamente impactadas.

 

Algumas peculiaridades percebidas em relação a quem está sendo tratado ou acolhido por motivo de suicídio:

 

>> 27% se sentem fortemente estigmatizados  

 

>> 40% se sentem aviltados pelo seu ciclo de amizades

 

>> 85% vivenciam sentimentos de culpa

 

>> 45% vivenciam sentimentos de vergonha

 

>> Frequentemente não há funerais ou são muito discretos

 

>> O próprio suicida se auto-estigmatiza

 

A literatura chama de sobrevivente aquele indivíduo que perdeu alguém próximo por morte causada por suicídio.

 

Frequentemente, os sobreviventes se retraem socialmente, não conversam sobre a morte e escondem seu sofrimento.

 

Consequências

Culpa, Vergonha, Isolamento Social, Luto Complicado, Depressão ... e Mais Suicídio.

 

Dados do Suicídio no Brasil

Nota 1: a legislação atual não obriga a notificação do suicídio

Nota 2: ocorrências de suicídio podem ter sido notificadas como acidentes 

 

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A cada 40 segundos no mundo e a cada 45 minutos no Brasil, uma pessoa comete suicídio.

 

Entre 2010 e 2019, ocorreram 112.230 mortes por suicídio. Houve um aumento de 43% de mortes por suicídio: 9.454 em 2010 e 13.523 em 2019.

 

O aumento das taxas de suicídio ocorreram em todas as faixas etárias, destacando-se o grupo de adolescentes (15 a 19 anos), que aumentou 81%.

 

A pandemia do Covid19 não alterou as taxas médias de suicídio no Brasil em relação ao período 2010-2020.