Psicologia

Isolamento Social Covid19

OO corpo fala: ouça o que ele lhe diz!
 

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A abordagem psicoterapêutica que utilizamos considera que a psiquê se expressa no corpo. Se mantivermos (ou desenvolvermos) a consciência corporal (*), aprenderemos que "o corpo é mais inteligente que a mente" e que se nos guiarmos por ele seremos mais saudáveis. 
 

As dicas registradas no texto de Maria Fernanda Rodrigues se assemelham à orientação que temos dado a nossos pacientes, na quase totalidade das sessões de psicoterapia, neste período de isolamento social, .

Como costumo lembrar aos meus pacientes,
Corpo em movimento manda embora a ansiedade.

(*)

Consciência Corporal 
é um conceito das Psicoterapias Corporais,
como a Análise Bioenergética que praticamos.

 

Este conceito traz estranheza,
já que a consciência é
mais associada à mente, que ao corpo.

 

Podemos entender a Consciência Corporal
como o exercício de atenção ao corpo, em especial, às sensações comumente chamadas de emoções.

 

Associamos Emoções às sensações produzidas pelo corpo no "aqui e agora", que demandam ações imediatas, por intermédio de movimentos do corpo.
 

As emoções são fundamentais para nos ajudar a lidar com os eventos do nosso dia-a-dia. Dentre elas estão o medo, a alegria, a raiva e a tristeza, 

 

O corpo fala e reclama quando a saúde mental não está em dia
Recortes e reflexões sobre à matéria do Jornal O Estado de S. Paulo de 24 de maio de 2020
 

"Os filósofos (gregos) acreditavam haver no ser humano duas essências, uma material (soma ou corpo) e uma imaterial (psique ou alma)."

 

Conforme temos percebido na atividade clínica, problemas de pele, cabelo e compulsões diversas podem estar relacionados ao estresse do isolamento social.

 

Neste período em que o Covid19 é ameaça, nossa saúde pode ser prejudicada psicossomaticamente e percebemos isto por meio dos sintomas somáticos (corporais) gerados  por medo, insegurança, ansiedade, raiva, mágoa, rancor, dúvida, angústia, tristeza e agitação.

Diversos especialistas têm recomendado "mudar o foco", concentrar-se em outras atividades e informações não associadas à pandemia global, para recuperarmos a saúde mental, em especial, fazendo exercícios físicos, alimentando-se e dormindo bem.

 

Registramos a seguir as dicas de bem-estar (sáude) que o jornal sugere para estes tempos de incertezas e imprevisibilidades::
"

Preste atenção ao pensamento que está escolhendo ter. “Todo mundo está sentindo alguma coisa, e isso vai repercutir na pele, no estômago, no coração”, diz a médica Márcia Senra.
 

Tente retomar atividades criativas que gostava de fazer e deixou de lado por algum motivo.
 

Reserve um tempo para ficar em um ambiente tranquilo e colocar em práticas técnicas respiratórias e fazer meditação.

 

Faça exercícios de forma moderada, escolhendo algo que dê prazer. Dance, faça tai-chichuan ou ioga, por exemplo.

 

Tire o foco da comida. Tenha horários e rotina, mantenha refeições principais e estabeleça horários para lanches. Mude o foco quando perceber que a vontade de comer for compulsão, para compensar o estresse.

 

Evite alimentos com muita gordura, que têm digestão mais difícil. E é melhor ingerir legumes congelados, se for a única opção, do que não comer nenhum tipo de legume.
 

Fique atento: se a vontade de ingerir açúcar vier sempre no fim do dia, pode ser um indício de que a alimentação está desequilibrada. “Pode ser que faltem vitaminas, minerais e carboidrato”, afirma Angélica Marques de Pina Freitas, presidente da Associação Paulista de Nutrição. Também pode ser sede.

 

Beba muito líquido, de preferência água. Evite suco natural em excesso. É saudável, mas calórico. Não tome refrigerante, suco de caixinha.

 

E reduza a bebida alcoólica ao mínimo possível. “Assim como algumas pessoas vão canalizar a ansiedade para a comida, outras podem fazer isso aumentando a ingestão de álcool. Está todo mundo em casa. O sábado passou a ser igual à segunda, à terça, quarta... Essa é uma preocupação relevante. Temos de controlar a ingestão de álcool”, afirma o endocrinologista Madson Queiroz."


Leia o texto completo, Efeitos no Corpo, de Maria Fernanda Rodrigues: